Bruno Magina apresenta “Manel e Chico descobrem o Teatro Romano”

29 e 30 de abril, às 15h00, no Museu Arqueológico do Carmo

Bruno Magina conta como o teatro romano foi descoberto, no longínquo ano de 1798.

Vamos imaginar que nós próprios o encontramos? As personagens desta história, transformadas em fantoches, fazem-nos companhia para que tudo fique muito, muito bem explicado.

Em 1798, Manel e Chico descobriam, em Lisboa, as ruínas de um TEATRO ROMANO, o que gerou um grande desentendimento! Chico queria preservar oTeatro Romano, mas Manel acabou por construir a Rua de S. Mamede em cima das ruínas…
Entretanto, Manel tinha um projeto para o novo palácio da família real, mas Chico foi escolhido para concretizá-lo… O Teatro Romano, esse perdeu-se para sempre… ou será que não?

FESTA DA ARQUEOLOGIA é um evento organizado trienalmente pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, no Museu Arqueológico do Carmo em colaboração com instituições públicas e privadas do sector cultural. Tem como objetivo partilhar com a sociedade o resultado do trabalho desenvolvido no âmbito da atividade arqueológica nacional, através da divulgação de conhecimentos gerados, apresentação de comunicações, recriações histórias, lançamento de publicações, mediante experiências interativas para todas as faixas etárias, sensibilizando o público geral para a importância da salvaguarda, valorização e conservação do património arqueológico português.

A 6ª edição da Festa da Arqueologia será dedicada ao tema “ARQUEOLOGIA E SUSTENTABILIDADE”, apelando à relevância dos recursos endógenos de cada território, aos seus traços identitários e fatores distintivos que compõem o património histórico e cultural, bem como paisagístico e natural de cada região. Os legados históricos e as heranças culturais que a Arqueologia coloca a descoberto, a par dos recursos naturais que devemos preservar, podem (e devem) ser utilizados como elementos de diferenciação, permitindo aumentar a valorização desses espaços e a sua competitividade nos mais diversos campos (educacional, económico, social, formativo, etc.), num período tão especial como aquele em que vivemos. A criatividade e inovação aliadas às novas tecnologias de comunicação e informação, abrem um universo de possibilidades estimulantes, que permitem modelar de forma pedagógica e inteligível esses conhecimentos intrínsecos, bebidos na Memória e Identidade, elegendo os seus patrimónios materiais e imateriais locais, como bases para um desenvolvimento coeso e sustentável das regiões; tornando essas áreas polos atrativos tanto para o turismo, como para a fixação de população, sobretudo nas zonas mais desertificadas do interior de Portugal.

Neste âmbito em que a cultura pode ser sinónimo de prosperidade, o caminho que nos une também nos divide e individualiza, enquanto comunidades autóctones que se têm regido por tradições ao longo dos séculos; contudo, na contemporaneidade já vimos que estes elementos de diferenciação parecem poder correr o risco de extinção, com a fusão de identidades, tradições e costumes a que temos assistido desde que o fenómeno da globalização se iniciou. Estarão as novas gerações a trilhar o caminho da unanimidade na solidão dos seus tablets, telefones e computadores? Estará na forja uma nova conceção do conceito de preservação que temos vindo a defender nas últimas décadas?

Os visitantes terão oportunidade participar no debate sobre estas e muitas outras questões, e de contactar com arqueólogos especialistas em várias épocas e temáticas, de observar o que faziam e experimentar como viviam os nossos antepassados, sendo convidados a participar nas várias oficinas de fabrico de utensílios, gastronomia, jogos, a assistir a representações históricas, filmes e palestras.

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Programa da 6ª edição da Festa da Arqueologia – 2022

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Bruno Magina
maginabruno@gmail.com
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