Em Estórias dos poemas, um narrador atravessa cenas de amor, perda, desejo, rotina e deslocamento. Os textos movem-se entre o íntimo e o histórico, o erótico e o doméstico, o político e o sensorial, criando uma narrativa descontínua onde o essencial não é o que acontece, mas como se permanece.
Sobre escolher ficar, no tempo, no outro, na linguagem.
África, Europa e Brasil são territórios afetivos mais do que geográficos, compondo uma cartografia do exílio, da pertença instável e da identidade em trânsito.
Há uma voz recorrente e consciente de si enquanto narrador, que observa, comenta e interfere, ora com ironia, ora com ternura, assumindo uma posição ética: viver, amar e lembrar como atos de resistência silenciosa contra a pasteurização do mundo contemporâneo.
O livro propõe estados, gestos e situações limite, onde o amor surge como escolha contínua, a memória como matéria instável e o quotidiano como espaço político. Os poemas contam estórias e as estórias se recusam a acabar.
Sobre o autor
Raul Ribeiro nasceu na Zambézia, do sangue que escorreu da orelha de Van Gogh. Foi produtor musical e produtor executivo de shows ao vivo pelo mundo fora. Trabalhou o som e o silêncio como dois esses que se amparam. Viveu na Beira, em Moçambique, em Lisboa, em Portugal, em Amesterdão, na Holanda, e em Londres, no Reino Unido. O Rio de Janeiro é a sua casa, e o Arpoador, a sua praia. Recebeu bolsa do Centro Nacional de Cultura, Portugal. Domina vários idiomas, mas a língua portuguesa é o seu altar.
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